
Vamos confessar, mulherada. Estamos distante de ser plenamente satisfeitas. Somos, sim, rainhas em reclamações, lamentações e pequenos draminhas de vida que nos deram o título de “para sempre insatisfeitas”. Tudo bem que as moças de cabelos cacheados desejam os fios lisos, e que as possuidoras de cabelos lisos queriam mais volume. As magrelas desejam engordar com facilidade e as cheinhas vivem lutando contra a balança. É uma contradição permanente. Mulheres: nem a gente entende.
A pergunta é: Se cada mulher possui uma beleza ímpar. Defeitos e qualidades que nos diferem umas das outras, porque estamos sempre nos comparando e desejando o “jardim do vizinho”? Esse papo tipo livro de autoajuda não é novidade, mas é sempre bom trazê-lo a tona quando vemos que um número absurdo de mulheres, simplesmente, não se aceitam ou se amam. Vamos apreciar uma
abordagem inteligente e bem humorada do talentoso Luíz Fernando Veríssimo, que traz uma lição maravilhosa às mulheres que passam a vida toda buscando um estado de plenitude ou perfeição que não existe. Vamos viver, meninas?
CRONOBIOGRAMA FEMININO
1 aos 5 anos: A mulher não tem a mínima idéia do que ela seja
5 aos 10 anos: Sabe que é diferente dos meninos, mas não entende porquê.
10 aos 15 anos: Sabe exatamente por que é diferente, e começa a tirar proveito disso.
25 aos 30 anos: Nessa fase formam 5 grupos distintos:
G1:
As que casaram por dinheiro – descobrem que dinheiro não é tudo na vida, sentem falta de uma paixão
G2: As que casaram por amor – descobrem que paixão não é tudo na vida, sentem falta do dinheiro.
G3: As que não casaram – não importa o dinheiro e a paixão, sentem falta mesmo é de um homem.
G4: As que simplesmente casaram – não entendem por que casaram.
G5: As inteligentes – descobrem que ter inteligência não é tudo na vida.
30 aos 35 anos: Sabe, exatamente, onde errou e tinge o cabelo de loiro. Vai para academia.
35 aos 40 anos: Procura ajuda espiritual.
40 aos 45 anos: Abandona a ajuda espiritual e procura ajuda médica, com analistas e cirurgiões plásticos.
45 aos 50 anos: Graças aos cirurgiões sua bunda e barriga voltaram ao normal, seus peitos ficaram melhores do que eram e explode uma paixão pelo seu analista.
Após os 50 anos:
FINALMENTE se descobre, se aceita e começa a viver. Mas aí vem a menopausa, a osteoporose e o reumatismo e fode tudo.