Casório?!

E quanto mais ele parecia se apegar a mim, mais eu me desligava, até chegar a um ponto em que mal conseguia respirar perto dele.

Sentia-me sufocada por tanta adulação, estrangulada por tanta admiração.

Foram os carinhos dele que provavelmente me deixaram louca.

Seus sorrisos suaves, seus olhares suaves, seus beijos suaves, suas carícias suaves, tanta suavidade era um pesadelo. E ele era todo grudento comigo. Senhor Grude, eu não aguentava mais! A todo lugar que íamos, ele segurava a minha mão, orgulhosamente me exibindo como “sua mulher”.

Quando estávamos no carro, ele plantava a mão na minha coxa; quando assistíamos televisão, ele só faltava subir em mim. Estava sempre pegando em mim, passando o dedo no meu braço, fazendo cafuné ou coçando minhas costas, até eu não aguentar mais e empurrá-lo para o lado.

“Homem-velcro” era como eu o chamava secretamente, depois de um tempo.

(Trecho do livro Casório!? página 13)

Não quero ouvir ninguém,
não quero saber de nada,
não quero sentir nada.
Quero esperar você voltar
reta e dura como uma estátua,
porque tenho medo de me espalhar
pelo mundo e nunca mais ser sua.

(Tati Bernardi)

E te dedico o meu silêncio

“Você deveria saber que o silêncio também é uma resposta. Nem toda resposta precisa ser verbalizada”.
(La Kepler)

Eu penso em você mais do que de vez em quando

” – Você está feliz? (Marion)
- Eu estou feliz. (Larry)
- (…) Vejo seu material agora nas revistas.
- Leu minha novela?
- Sim, tenho-a, tenho vergonha de dizer que ainda não a li.
- Você inspirou um dos personagens.
- Espero que não tenha sido muito duro.
- Não. Escrevi sobre você com muito carinho.
(…)
- Você pensa em mim? (Marion)
- Você pensa em mim? (Larry)
- De vez em quando. (…) Eu penso em você mais do que de vez em quando.
- Sem remorsos por favor. Não me diga que tem remorsos.
(…)
- Qual personagem eu inspirei? (Marion)
-  Dei-lhe um lindo nome. Descrevi nossos momentos juntos. Você vai ver”.

Do filme: Another Woman, Woody Allen.

Nunca é tarde para recomeçar

Pelo que vale nunca é tarde demais… ou no meu caso cedo demais, que seja o que se  quer não há limite de tempo para começar quando quiser. Pode mudar ou ficar na mesma. Não há regra para isso. Pode escolher o melhor e o pior da vida. Espero que escolha o melhor da vida. Espero que sejam coisas que te surpreendam. Espero que sinta coisas que nunca sentiste antes. Espero que conheça pessoas de pontos de vista diferentes. Espero que viva uma vida que se orgulhe. E acha que não é capaz, espero que tenha forças… para recomeçar de novo…

Do Filme: O Curioso Caso de Benjamin Button

 

“Que alívio! Afinal de contas, a reciprocidade amorosa é uma excessão, pois na maioria das vezes só um ama enquanto o outro está ocupado em fugir para tão longe quanto for capaz. Para isso são necessários dois, e um deles acaba de telefonar ao outro, que sente a mesma coisa. Não é uma beleza?”

(Elfriede Jelinek in: A pianista. Ed. Tordesilhas)

E com o peso dele deitado sobre seu corpo, ela sentiu-se arrepiar. Aos poucos conseguiu verbalizar o quanto tinha desejado aquele momento. “Cuidado com o que você deseja”, ele dizia olhando em seus olhos. E ela ficou marcada para todo o sempre.

(in: Longas Cartas Para Ninguém – última página)

in: A Delicadeza

“Nathalie era discreta (…) Gostava de rir, gostava de ler – duas ocupações raramente simultâneas, no seu caso, pois preferia as histórias tristes.”

(David Foenkinos in: A delicadeza. Ed. Rocco, p. 7)

“Depois da última troca de palavras, ele se retirou vagarosamente. Como um ponto e vírgula em um romance de oitocentas páginas.”

(David Foenkinos in: A delicadeza. Ed. Rocco, p. 76-77)  

Valzita Perón

 

Última e especial segunda-feira de 2011. Ri muito com alguns poucos e bons =D Que venha 2012, mas vem com calma, que eu tô com pressa!

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